Enquanto aqui escrevo, uma sensação estranha toma conta de mim. Tenho a sensação que quero desistir de TUDO, mas ao mesmo tempo uma voz me diz que não vale a pena. Não estou aqui escrevendo pra te comover, e nem pra você ter pena de mim; Escrevo aqui por que preciso desabafar com alguém (ou com um conjunto) sobre o quão aflito estou.
Tenho certeza que você me conhece, e se me conheçe há mais de um ano, sabe o quanto eu tento mudar, e mais ainda quanto eu fracasso. É isso mesmo, você leu certo. O bem que eu que eu quero, este eu não faço, mas o mal que não quero persegue meus passos, uma ótima definição pro momento.
Enfim, já perdi as contas de quantas vezes eu já fui a frente durante apelos, fiz tratos com Deus que queria mudar, que queria firmar os meus pés no caminho e blá blá blá, tudo não passou de um blá blá blá por que mesmo eu querendo tudo isso, eu não colocava a pessoa mais importante na frente: Deus. Em meus momentos de emoção prometia mundos e fundos que não iria mais trilhar pelo caminho do pecado, ou até mesmo que queria mudar radicalmente, sim eu queria, mas sempre que a prova aparecia na minha frente, eu fraquejava e entregava os pontos. Isso aconteceu comigo essa noite. Me sinto a pessoa mais impura no momento pra estar escrevendo num blog cristão, mas se não pudermos ampararmos um ao outro no amor, de nada adiantaria a vida cristã, e desde já peço a vocês que estejam orando por mim, por que preciso e muito.
O sábado de Comprometidos foi maravilhoso, o domingo então nem se fala (só digo esses dois dias, pois foram os únicos que participei), senti Deus me chamando pra uma situação mais séria, e eu quis dar este passo, ficou só na vontade. Hoje, fui até a Igreja e me deparei com a galera saindo da célula, eu queria estar ali, mas não sabia. Depois, rolou um gostosíssimo chocolate quente e mais momento de interação, de comunhão, me senti muito bem. Logo após recebi uma ótima notícia de uma amiga e tudo continuava maravilhoso. Porém, o pior ainda estava por vir. Sai da igreja com um espírito renovado, forças renovadas, um novo homem, mas ao chegar em casa o que me esperava eu nunca tinha visto. O pecado me perseguiu até aqui, e num momento que estava em prova fraquejei. Minha vontade pecaminosa venceu meu espírito e eu entreguei os pontos. Só depois que fazemos a coisa errada que paramos pra pensar, mas eu a todo momento sabia que o que fazia era errado mas a razão não funcionava. E ao chegar novamente em casa e enfiar a cara no chuveiro para pensar tudo que eu fiz, cheguei a conclusão da segunda linha desse texto, EU QUERO DESISTIR. Não vale a pena continuar lutando e envergonhando a morte de Cristo na cruz do calvário, e não vou ser hipócrita de dizer que não estou mais pensando nessa hipótese, mas ao mesmo tempo em que penso isso, sei que se entregar os pontos estarei cumprindo a vontade do mal. Essa duvida persiste em mim. Bato na mesma tecla que disse acima, não estou escrevendo isso tudo pra que possam ter pena de mim, e sim por que precisava desabafar com alguém, mesmo que seja a juventude inteira. Graça e Paz, e que o Deus de Israel esteja no controle de sua vida. Desde já peço perdão por não ter terminado o texto de uma forma descente, mas contei sobre a minha vida, e ela ainda não terminou de uma forma descente. [Arthur]







